Crie a forma como você se relaciona.

Você não pode criar seu eu mais verdadeiro sem desenvolver relacionamentos nesse processo. Relacionamentos são tudo. “Existir é se relacionar”, disse o líder espiritual indiano Krishnamurti.

Ofereço a muitas empresas um treinamento composto por uma série de seminários em quatro partes. As três primeiras são sobre motivação pessoal e a parte final é sobre relacionamentos. Às vezes os presidentes das empresas me perguntam, antes do início do treinamento, se eu não estaria colocando peso desproporcional num dos temas. “Você não deveria falar mais sobre a parte de relacionamentos?”, questionam. “Afinal, trabalho de equipe e relações com os clientes são bem mais importantes que automotivação.”

Defendo o peso que coloco na motivação. É impossível se relacionar bem com os outros quando a relação que se tem consigo mesmo é ruim. O compromisso com a motivação pessoal vem em primeiro lugar, afinal, quem quer se relacionar com alguém totalmente desmotivado? Quando chegamos à quarta parte do seminário, o foco passa para a criatividade. Criatividade é a parte mais negligenciada, apesar de ser o aspecto mais útil no desenvolvimento das relações.

Nos relacionamentos, a maioria das pessoas pensa com as emoções, em vez de com a razão. Mas isso não é o ideal. Quando encaramos os relacionamentos como oportunidades para sermos criativos, eles se tornam melhores. E quando eles melhoram, ficamos ainda mais motivados.

Minha filha mais nova, Margie, estava no quarto ano quando uma menina bem tímida de sua turma acidentalmente pintou o próprio nariz de preto com uma daquelas canetas permanentes. Vários colegas começaram a rir dela. A menina chorava de vergonha, até que Margie se aproximou para tentar confortá-la. (A professora delas, impressionada, foi quem me contou essa história.) Num impulso, Margie pegou a caneta e pintou o próprio nariz, deu a caneta para outra colega e disse: “Eu gosto do meu nariz assim, e você?”

Em pouco tempo, todas as crianças da sala tinham marcas pretas nos narizes, e a menina tímida agora estava rindo. No recreio, a turma foi para o pátio com os narizes pintados de preto e o resto dos alunos da escola ficou com inveja – obviamente algo bastante interessante havia acontecido naquela classe. Essa história é muito impressionante pela forma como Margie usou sua criatividade e seu raciocínio em vez de suas emoções para resolver um problema.

Se tivesse recorrido aos sentimentos apenas, ela poderia ter se limitado a expressar raiva dos colegas por rirem da garota. Sempre que leva um problema de relacionamento até a sua mente, você tem oportunidades ilimitadas para ser criativo. Se faz o contrário, levando o problema da relação até o subsolo do seu coração, se arrisca a ficar empacado nessa dificuldade para sempre.

Isso não equivale a dizer que você não deva sentir nada. Perceba seus sentimentos, mas não pense com eles. Questões de relacionamento devem ser resolvidas com criatividade. Você logo entenderá que nós criamos os relacionamentos que temos; eles não simplesmente acontecem.

Disse o artista italiano Luciano de Crescenzo: “Cada um de nós é um anjo com uma única asa, e só podemos voar abraçados uns aos outros.”

Por Steve Chandler, do livro “100 maneiras de motivas a si mesmo”.

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