“Ser insuficiente” é um sentimento constante.

“Para mim e para muitos de nós, o primeiro pensamento do dia é “não dormi o suficiente”.

O pensamento seguinte é “não tenho tempo suficiente”.

Verdadeira ou não, a noção de insuficiência nos ocorre de modo automático, antes mesmo que pensemos em questioná-la ou examiná-la. Passamos a maior parte das horas e dos dias ouvindo, explicando, reclamando ou nos preocupando por não termos o suficiente disto ou daquilo.

Não nos exercitamos o suficiente.

Não temos trabalho suficiente.

Não temos lucros suficientes.

Não temos poder suficiente.

Não temos espaço suficiente.

Não temos fins de semana suficientes.

É claro que nunca temos dinheiro suficiente… nunca. Não somos magros o suficiente, não somos inteligentes o suficiente, não somos bonitos o suficiente, não somos sarados nem instruídos nem bem-sucedidos nem ricos o suficiente… nunca.

Antes mesmo de nos levantarmos da cama, antes que nossos pés toquem o chão, já somos inadequados, já ficamos para trás, já estamos perdendo, já nos falta alguma coisa.

E à noite, quando vamos dormir, nossa cabeça remói uma ladainha de coisas que não conseguimos ou não fizemos naquele dia. Vamos dormir atormentados por essas ideias e acordamos em um devaneio de escassez…

O que começa como uma simples expressão da vida corrida, ou mesmo da vida difícil, cresce até se transformar na grande desculpa para uma vida sem realização.

Brené Brown, do livro “A arte da imperfeição”.

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