Somos superficialidade e futilidade e queremos profundidade e intensidade.

A nossa expressão enquanto seres humanos é o oposto do nosso desejo.

Por um bom tempo venho observando as pessoas e seus comportamentos, e é gritante como cada vez mais estamos nos tornando uma incoerência – e se você parar para pensar e analisar, possivelmente chegue a mesma conclusão.

Nossa fragilidade é gritante em nossas opiniões…em nossas fotos…em nossas relações. Parece que estamos buscando um constante estado de embriaguez de felicidade, aquele que dará a possibilidade de viver uma vida perfeita e sem problemas.

Isso é real? Isso será real?

Duvido muito.

O vazio que habita as pessoas clama por uma falsa atenção, onde se demonstrará que é possível valorizar o que é útil e verdadeiro – mas na verdade o gosto é pelo que é comum e efêmero. A vida humana foi rotulada e a descrição envolve uma utopia: mascarar as imperfeições com a beleza dos filtros de aplicativo.

Contradição.

Nossa essência se poluiu, e nos tornamos seres de inteligência superficial e gostos fúteis; contudo, desejamos profundidade e intensidade.

Como isso é possível?

Queremos a profundidade do saber, das emoções e até das experiências…tudo o que nos seduz e encanta. Ao mesmo tempo, a intensidade é o ingrediente secreto que nos faz passear pela loucura com doses grandes de prazer e um largo sorriso no rosto.

Geramos expectativas sobre o outro que vão muito mais além do que oferecemos, e assim vamos desenhando uma pessoa dos sonhos no mundo real, que saiba e possa lidar com todas as nossas falhas e traumas.

A balança se equilibra?

Não.

Temos que deixar de viver como represas. As represas são orientadas por limites e acúmulo de água, e não podem comportar, depois de um certo ponto, mais nenhum volume. A vida vai passando e a gente se prende aos limites criados por nós e pelos outros, com uma evidente dificuldade de aprender com as experiências e de sentir as emoções.

Será esse o seu caso?

Nessa vida de aparências, o bem-estar emocional e mental é conquistado ao revelar a própria alma, deixando de ser represa para virar um oceano, com profundidade, intensidade e significado.

Por Ricardo Verçoza – Professor e escritor.

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