Mais esperança e menos expectativa para 2021.

2020 não foi um ano fácil.

A pandemia gerou um efeito dominó na vida da sociedade, transformando relações, trabalhos, educação, e muito mais. Muitos pensavam que tudo ia ser como antes em questões de meses, e assim poderíamos voltar à normalidade. O que era normalidade? Enfim…

Mas…não foi assim e não está sendo assim. O “novo normal” foi uma expressão tão comentada que se tornou comum, banalizada pela vontade de querer que tudo fosse como antes da pandemia. Mas nunca vai ser como antes.

Não quero ser pessimista (e não sou), mas o problema que estamos lidando afeta a vida de muita gente. Se o problema quando nos afeta já inquieta e transforma, imagina quando afeta a várias pessoas ao mesmo tempo?! É de uma dimensão que não dá para controlar os seus efeitos.

Perda de emprego…distância de amigos e parentes…morte de quem se amava. Tudo isso envolvido numa teia que não tinha manual de instrução disponível que nos permitisse proceder da melhor forma. Equilibrar as emoções se tornou um desafio para todos, seja rico ou pobre, de esquerda ou de direita…seja da capital ou do interior.

Desta forma, 2021 chega carregado de expectativa.

O que foi acumulado em 2020 precisa “ser resolvido” em 2021. Essa forma de pensar, ou qualquer outra semelhante, revela a transferência de responsabilidade: é como se 2021 fosse uma pessoa e tivesse que dar conta de toda frustração/decepção que nos aconteceu.

Aí eu te digo: esperança.

Com esperança tendemos a olhar o nosso futuro com compaixão, compreendendo que a responsabilidade não pode ser transferida, mas precisa ser assumida.

Com esperança não disfarçamos ou escondemos o que nos aconteceu, mas reconhecemos que a vida precisa continuar…pois ainda existe muita beleza.

Com esperança compartilhamos a fé no esforço coletivo, imaginando o dia em que iremos olhar além de cor, crença, etnia ou qualquer outra diferença.

Contudo, a esperança não pode ser, simplesmente, um desejo…algo que imagino e fica por isso mesmo. Esperança precisa de ação, e como diz Mario Sergio Cortella, precisamos “esperançar”: desejar a esperança e também dar a própria contribuição para que ela se torne realidade.

Quando a gente entra num mar pela segunda vez, nem a gente permanece o mesmo, e nem o mar. Não adianta esperar que o mar esteja da mesma forma, porque ele não estará. É o fluxo natural.

O mar é movimento, assim como você. Entender isso é deixar de criar expectativas e começar a perceber o valor da esperança para nos encher de determinação e atitude.

Feliz 2021!

Por Ricardo Verçoza – Professor e escritor.

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