Conviver com a imperfeição é necessário, e sua paz de espírito agradece!

Perfeição.

Estado ou condição de buscar a excelência no mais alto grau, materializando a suprema imagem e semelhança de Deus. Regras… procedimentos… ritmos controlados… harmonia. Sua roupa não deve estar pelo avesso, nem amassada quando você sair para trabalhar.

Perfeição.

Obedecer… por que assim é que deve ser feito, tendo uma vida adulta com boletos e horários a cumprir. Alimentamos uma sensação que uma vida assim é o que importa. O sentido está em deixar tudo milimetricamente exato. Esquecer é a desculpa dos relaxados, já que existem ferramentas (aplicativos) para ajudar a lembrar.

Perfeição.

Uma luz no fim do túnel que conforta após todo o esforço e dedicação para estar conforme um modelo admirado (e até venerado) por todos. É a máxima que circula na mente das pessoas, seduzindo e oferecendo fórmulas para a felicidade e para o sucesso. Você tem que se comportar do jeito que os outros esperam para não causar constrangimento.

Perfeição… a ilusão mais louca do ser humano!

Acreditamos que estar num padrão de perfeição, muitas vezes assimilado por osmose, é a essência de uma vida feliz e digna. Nos vangloriamos por alcançar a marca de roupa do momento, o celular de última geração, ou a casa com todos os itens de riqueza e futilidade que só serve para ganhar atenção de gente invejosa nas redes sociais.

Ainda há aqueles e aquelas que necessitam que tudo seja feito conforme o seu jeito e querer, cultivando um forte desejo por controle – sobre fatos e sobre pessoas.

É sério que alimentamos uma realidade de vida desta forma?

É sério que acreditamos num modelo tão frágil de felicidade?

É sério que damos mais valor ao online do que ao presencial?

Aí eu te pergunto: há como manter a sanidade dessa forma?

Duvido muito.

Como a vida se dá entre o nascimento e a morte, uma coisa é certa: você é moldado (a) em aspectos de imperfeição, queira ou não. Isso não é uma coisa ruim.

Uma pessoa perfeita é uma pessoa com todos os aspectos de comportamento e de aparência completos e finalizados… como se alcançasse o alto grau de acabamento. Mas sabemos que isso não é verdade.

Na medida em que vivemos vamos descobrindo aspectos para lapidar/melhorar, como uma construção que está (ou pelo menos deveria) constantemente em evolução.

A cada passo da caminhada, seja por uma frustração, conquista, cicatriz ou glória, podemos aprender a não cair nas armadilhas da futilidade, a valorizar a presença e eternizar os seus momentos, e a perceber que uma vida baseada em controlar fatos e pessoas torna-se um passaporte para o estresse e para a ansiedade.

Conviver com a imperfeição é necessário, e sua paz de espírito agradece!

Venho compreendendo que a jornada ainda é longa, que as experiências se fazem em momentos de simplicidade, e que a vida não é o objetivo conquistado, mas todo o movimento necessário para se chegar lá.

Acredite: há beleza na imperfeição!

Paz e bem.

Por Ricardo Verçoza – Professor e escritor.

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