O mundo das palavras: oralidade, tempo e conexão humana no livro “A arte de contar histórias no século XXI – tradição e ciberespaço”

“Acho que o contador precisa, antes de ele querer contar a própria história, encarar sua própria história. E nós tempos dificuldade, muitas vezes, de parar nessa correria do tempo, de você precisar de dinheiro, de você ter que pagar conta, de você ter que correr atrás de um currículo cada vez melhor para se manter no trabalho (p. 27)”.

Acredito que todo mundo, ao menos um dia, ouviu uma história. Curta ou longa… verdadeira ou mentirosa… pessoal ou coletiva: todas essas características, e tantas outras, compõem o universo criativo e linguístico de uma história, fazendo com que tradições sejam transmitidas, heróis adorados e lições possam ser aprendidas.

Contar história por muito tempo foi (e talvez ainda seja) um hábito das pessoas mais antigas como forma de repassar determinados contextos e aguçar a imaginação alheia – só que este “artista” da oralidade também sofreu com os impactos tecnológicos do novo século. Como meio de trazer provocações para o “novo” papel do contador de histórias, livro “A arte de contar histórias no século XXI – tradição e ciberespaço” aborda aspectos tradicionais e inovadores de uma das características mais naturais do ser humano: a de contar histórias.

“A via da audição é mesmo uma das mais estimulantes, pois quando se deixa de lado a visão, arriscaria dizer, quando não mais se distrai com a visão, cabe à audição a função de construtora de imagens (p. 68)”.

Como professor, gosto do recurso das histórias pois me permite desenvolver aspectos de um ou mais conteúdos a partir da certa narrativa, além de ser – quando bem utilizado-, um ótimo instrumento para prender a atenção – em um Era que por muito pouco a mesma se perde facilmente. Indo além da relação de ensino-aprendizagem, a utilização de histórias contribui para despertar a capacidade imaginativa do indivíduo, ajudando-o a enxergar suas relações.

O livro aborda aspectos como o contador tradicional e contemporâneo, e o ressurgimento de uma profissão; a arte de contar histórias como passaporte para o imaginário; imagens, ritmos e intenções; a contação de histórias no século XXI mediado pelo suporte digital são temas abordados com leveza e sabedoria por Cléo Busatto, a autora.

“Na circularidade da roda está o elo entre o mundo de fora e o mundo de dentro, o que liga o objetivo ao subjetivo. Ela é quem une as oposições, transformando as dualidades passíveis de serem unas: sujeito-objeto, pensar-sentir, passado-futuro, individual-coletivo.

A leitura é objetiva e provocativa, especialmente se você, de alguma maneira, já se utiliza das histórias com alguma finalidade. Recomendo bastante a análise crítica das informações que estão no livro, pois é uma maneira interessante de refletir como desenvolver sabedoria, imaginação e criatividade a partir de histórias! Compartilha comigo o que você achou da leitura.

LIVRO: A arte de contar histórias no século XXI – tradição e ciberespaço.

AUTORA: Cléo Busatto.

EDITORA: Vozes.

ANO: 2013.

Paz e Bem.

Por Ricardo Verçoza – Professor e Escritor.

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