O mundo das palavras: autoconhecimento e relacionamento no livro “Verdade? – porque nem tudo o que ouvimos ou falamos é verdadeiro”

A vitória é como uma espada: ninguém se senta sobre ela. Se parar de se esforçar por se considerar vitorioso, será cortado ao meio (p. 61).

As palavras têm muita força para mim, pois podem funcionar como gatilhos para ideias e ações. Muito dessa perspectiva é refletida nos textos que escrevo e em minhas atitudes como pai, marido e professor. Uma visão romântica? Talvez. Essa minha percepção pode ser compreendida como uma mistura entre doce e amargo, teoria e prática… suave e provocativo. Contudo, é necessário compreender o significado das palavras para não se expressar corretamente. Recentemente comprei um livro que trazia como proposta ressignificar o sentido de algumas coisas que muita gente já ouviu: os ditados.

Mas qual o sentido disso? Ter propriedade daquilo que é falado e aprender novas maneiras de pensar, o que é fundamental para TODO ser humano. O livro “Verdade? – porque nem tudo o que ouvimos ou falamos é verdadeiro”, escrito pela Monja Coen, traz em sua abordagem alguns ditados que já permearam conversas de diversas pessoas – e quem sabe as suas também.

Ditados como “a ocasião faz o ladrão”, “quem canta seus males espanta”, “Deus escreve certo por linhas tortas”, “quando um não quer, dois não brigam” e “quando o gato sai, os ratos fazem a festa” estão numa relação que totaliza 24, e todos são analisados sobre outro (s) ponto (s) de vista pela monja Coen.

Por exemplo, no ditado “Deus escreve certo por linhas tortas”, e em uma provocação feita a monja Coen, trouxeram a seguinte perspectiva: “Deus escreve certo, mas nós fazemos as linhas tortas”. Tem sentido? Para mim tem. Os planos de Deus são perfeitos, mas nós, às vezes, insistimos em não seguir o caminho ou em ir por outra rota para chegar ao destino pretendido. Ainda sobre este ditado, a monja Coen afirma que “nenhuma posição é fixa ou permanente…. Tudo flui”. A percepção inicial que talvez você tenha do ditado é que Deus propõe boas coisas para nós, mas que seus caminhos não são fáceis. Eu já penso um pouco diferente: Deus escreve certo e seus caminhos são perfeitos, mas, pelo livre arbítrio, insistimos em trilhar o próprio caminho – e sem ajuda, vale ressaltar.

Às vezes, muitas explicações, muitas falas, mais atrapalham do que ajudam. Mal entendedor é a pessoa que não quer entender, que se recusa a ouvir o outro, que é tão cheia de opiniões fixas que jamais consegue compreender ou ouvir ninguém (p. 91).

O bom das reflexões é a naturalidade da forma de pensar da monja, que te permite concordar ou não. O livro é curto… sua linguagem é simples e objetiva… e sua narrativa tem uma forte conexão com os tempos atuais – muitas vezes trazendo exemplos verdadeiros. Conheci a monja Coen através de vídeo no Youtube, e este é meu primeiro livro dela, mas não o último. Mesmo se você não for adepto do (zen) budismo, ou simpatizante, RECOMENDO a leitura, já que os ensinamentos vão muito além de orientação religiosa: é para a vida!

“Há pessoas que, ao olhar uma rosa dizem: é bonita, mas tem espinhos. Outras são capazes de dizer: tem espinhos, mas como é bela” (p. 52).

Compartilha depois o que você achou do livro, beleza?

Paz e bem.

Por Ricardo Verçoza – Professor e escritor.

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