O dia do meu aniversário!

O dia do próprio aniversário, pelo menos para boa parte das pessoas, é o momento onde há predominância basicamente da alegria, direcionada para ser compartilhada com aqueles que se tem carinho e respeito. Depois de um bom tempo tendo somente este tipo de comportamento (e não condeno que o faz), começo a olhar para tudo o que fiz da minha vida e tudo o que me aconteceu. Talvez seja um “sentimentalismo” passageiro de um indivíduo que está na casa dos “30”, ou da quantidade de mudanças que ocorreu desde os aniversários anteriores… mas independente do que for, fatos, decisões e pessoas alteraram acentuadamente o curso da minha vida.

Eu fico pensando se isso é besteira da minha cabeça ou se é efeito da distância das pessoas com quem cresci e muito convivi…

Sei lá, tudo me direciona para o processo de sair da zona de conforto. Mas por Deus, como dói e como custa sair da zona de conforto… estar afastado das raízes culturais… adaptar-se a novos costumes… comprovar competência quando nem mesmo uma chance para isso eu tenho. O dia do meu aniversário, desta vez, foi diferente. Não foi de predominância, mas de mistura de emoções por futuro que constantemente se renova.

Às vezes eu não sei lidar com essa mistura de emoções, porque sempre guardei tudo para mim (não me sentia totalmente confortável para a exposição). O estranho é que gosto de comemorar meu aniversário, dividir os momentos com os amigos, tomar uma cerveja e comer bolo… mas ao mesmo tempo, na minha cabeça vem recordações, saudades, preocupações, expectativas. Eu fico refletindo como um ser humano pode, num dia que deveria ser só alegria, ter algum tipo de sentimento que desvie da celebração. Bem… minha mente é um oceano que ainda não foi plenamente explorado (e talvez jamais seja), e em certa medida, mais do que ter certezas sobre o que se passa, desejo encontrar a paz para viver em equilíbrio.

E é justamente a palavra equilíbrio que venho buscando compreender e praticar, num contexto que muitas vezes me foge do controle, com expectativas frustradas…e outras tantas renovadas. Não há como ter só alegria… e não me peça para ser só alegria. Depois de um tempo, o que aparenta é que quero estar disposto a tornar a complexidade que é viver em sociedade numa realidade mais simples, sem rancor guardado, vontade não satisfeita ou limitações por regras tolas. Estou num estágio de dar significado para as coisas que vejo e sinto, mas as vezes é difícil que os outros tenham a mesma perspectiva. Além de difícil se torna estranho… porque somos acostumados a enxergar as coisas e pessoas com um grau de objetividade que compromete a capacidade de sentir.

O dia do meu aniversário não foi só de alegria, mas nem por isso eu deixei de aproveitá-lo. Tendemos, como sociedade, a esperar da vida apenas as coisas boas…sentindo apenas os bons sentimentos… evitando a reflexão e até sentir algo que incomoda.

Quando o coração pulsa, a vida só existe entre altos e baixos. 

É a alternância entre felicidade e tristeza… paz e agonia… que nos direciona e fortalece para o bom entendimento da existência. Parece loucura…talvez você ache loucura…mas é só um modo de me compreender. Assim, vou me fazendo e refazendo.

Paz e bem!

Por Ricardo Verçoza – Professor e escritor.

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