Qual a medida da bagunça?

Um hábito ou um comportamento desleixado?

Uma repetição aleatória ou um perfil relaxado?

Uma provocação ou uma situação inusitada?

Uma simples falha ou uma atitude folgada?

A bagunça é um estado de ter coisas ou sentimentos fora de seu lugar de origem, e influencia a maneira como nos relacionamos, (re)agirmos e dialogamos porque algo está fora de um padrão previamente estabelecido.

A medida da resposta é a medida da bagunça,

Que define expressões leves ou frases duras,

Antecipando palavras amáveis ou de falsa doçura,

E, talvez, uma tragédia apocalíptica.

Não é incomum nem estranho,

Mas também não deve ser normal nem cotidiano,

Já que na bagunça não há nenhum ganho,

Tampouco num estresse leviano!

A bagunça é uma temporária (ao menos deveria ser) situação de desequilíbrio entre o que se quer e o que de fato se tem. É inevitável: temos que saber lidar com a nossa própria bagunça, não só de coisas desorganizadas ou desnecessárias, mas também de sentimentos limitantes ou sufocantes.

São tantas idas e vindas,

Na agitação que é a vida,

Que se torna cansativo guardar,

E pelos bens cuidadosamente zelar…

Mas mesmo assim não desperdicemos as oportunidades,

De encontrar sabedoria e paciência,

Onde possa ser raiva e confusão,

Já que podemos dosar razão e emoção.

A bagunça é um incomodo de si mesmo(a), e também do outro, quando por descuido ou preguiça não direcionamos nosso comportamento para buscar a harmonia e, consequentemente, seu estado de vã utopia.

Não é fácil viver na bagunça,

Muito menos com quem bagunça,

E nem é simples cuidar do que está (ou é) desorganizado,

Quando isto incomoda e tira do sério,

Mas de toda adversidade,

Há de vim um sutil ou feroz aprendizado,

Para enxergar a vida sem tanta complexidade,

Percebendo aquilo que deve ser valorizado:

O ser!

A medida da bagunça é particular e individual, mas isso não impede que possamos aprender com o outro, e entender a sua medida sem impor nem supor – até porque, quando se trata de bagunça não é lá e nem cá, mas sim o espaço comum da convivência.

Paz e bem!

Por Ricardo Verçoza – Professor e escritor.

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