O mundo do cinema: privacidade e controle sobre a informação no filme “O círculo”.

A tecnologia avança rapidamente em nossas vidas e traz agilidade e praticidade desde as atividades corriqueiras até aquelas mais complexas. Televisão com wifi, carro autônomo, caixas eletrônicos em supermercados, celular… e a lista não para. O celular é um bom exemplo porque se popularizou com o tempo, permitindo as pessoas mais velocidade para se comunicar. Se antes reinavam as ligações, e depois o SMS se difundiu, hoje temos, através de vários aplicativos, uma comunicação acelerada.

Com tantos aplicativos fazendo parte de nossas vidas, a informação cada vez mais está sendo objeto de análise das empresas. Respeitar a privacidade ou liberar tudo? Controlar ou expor? Essas questões são pontos de reflexão no filme “O círculo” (The Circle). A história relata a situação de Mae Holland, interpretada por Emma Watson (De “Harry Potter”, “A bela e a fera” e “As vantagens de ser invisível”), que passa a trabalhar numa organização que investe pesado em tecnologia para agilizar a comunicação.

Num cenário futurista, Mae vai descobrir como a empresa tem uma percepção questionável no tratamento da informação de seus usuários – sejam eles estando dentro ou fora do círculo. A crítica perceptível do filme é em relação a basicamente dois pontos: 1 – até que ponto a imersão em tecnologia afeta nossa vida pessoal e 2 – como a tecnologia impacta também a vida coletiva. No primeiro ponto, a personagem de Emma Watson sente a pressão de viver num mundo que “cobra” uma presença virtual constante – deixando aspectos de uma vida offline de lado. Já no segundo ponto, é sugerido que a rede social “do círculo” concentre todos as atividades básicas (que são descentralizadas) de um cidadão – inclusive o voto. Bem…não vou dar mais spoilers!

O filme ainda conta com a atuação de Tom Hanks (De “O náufrago”, “Sully – o héroi do rio Hudson” e “Pontes de espiões”), como um dos fundadores do “círculo”, e John Boyega (De “Star Wars” e “Círculo de fogo”). O filme tem uma narrativa morna que poderia ser bem mais aproveitada – até devido a atualidade e gravidade sobre o que se pretende debater sobre a informação. No entanto, é válido assistir para refletir e debater melhor. O filme lembra o pouco as provocações da série “Black Mirror”.

Filme: O círculo.

Direção: James Ponsoldt.

Ano: 2017.

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Paz e bem.

Por Ricardo Verçoza – Professor, escritor e mestrando em Indústrias Criativas > @CapitaoCoragem

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