O mundo do cinema: juventude, rebeldia e ditadura no filme “A onda”

O que esperar de uma aula que o tema central é algo que você detesta?

Bem, a resposta é meio óbvia: tédio e uma enorme sensação de tempo perdido. Mas isso pode mudar quando o professor decide propor atividades que venham despertar o interesse dos jovens que assistem a sua aula.

Assim é o começo da história do filme “A onda”, onde os alunos terão que cursar a disciplina eletiva de autocracia (regime em que o governante detém esse poder; autarquia, monocracia). O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel), que inicialmente iria lecionar a disciplina anarquia (sistema político baseado na negação do princípio da autoridade), teve que ensinar a disciplina de autocracia para um grupo de jovens totalmente desmotivados com o assunto – já que suas presenças na aula eram quase como uma “obrigação” curricular.

Propondo a questão de que uma nova ditadura seria ou não possível na Alemanha, o professor Rainer começa a envolver os alunos e despertá-los para um senso de cooperação que antes eles não tinham. Mas isso é uma coisa boa? Claro que sim. Só que o comportamento de grupo começou a virar fanatismo, e os jovens que não tinham ideais agora formavam um elo através do grupo denominado “a onda”.

O filme é provocador porque, direta ou indiretamente, questiona por quais ideais nossa juventude atual está se guiando e como ela pode ser alimentada a acreditar que o diferente deve ser combatido – e até exterminado. Contemplando também os assuntos de poder, massas de manobra e formas de governo, o filme é ótimo para gerar debate na perspectiva social e política, e como se aprofundar em opções de governo que supostamente vão resolver nossos problemas logo.

O filme conta com direção de Dennis Gansel, e no elenco também conta com Max Riemelt (de Sense 8) no papel de Marco, Jennifer Ulrich no papel de Karo e Frederick Lau no papel de Tim. Após assistir, conta o que você achou do filme!

Filme: A onda.

Direção: Dennis Gansel.

Ano: 2009.

Link do filme no Youtube: 

Paz e bem.

Por Ricardo Verçoza – Professor, escritor e mestrando em Indústrias Criativas.

@CapitaoCoragem

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