Todo mundo tem um “mundinho” particular!

Um turbilhão. Uma confusão. Um ato intimista.

Todo mundo tem um “mundo” particular…

Para chamar só de seu,

Onde se vive o essencial,

De maneira bem especial,

Mas que volta e meia,

Precisa se isolar.

Interpretações. Desejos. Inconsistências.

Todo mundo tem um “mundo” particular…

Com frações de loucura,

E doses exageradas de bravura,

Que sempre se alternam,

Com os momentos de tranquilidade,

Aproveitando bem a oportunidade,

De viver um pouco da inconstância.

Parece que as pessoas querem que eu seja sempre o mesmo todo o tempo… com o mesmo humor e a mesma alegria, como se a vida não tivesse altos e baixos. Ah…! Impossível! Quem prova do doce, inevitavelmente provará do amargo – e isso não é profecia dos Maias: antes, é um fato da condição humana! Viver a alternância…a troca… ou os opostos, como você queira chamar, é o que nos permite manter a sanidade diante do furacão de codinome “sociedade”.

Picos de Intensidade. O tempo. Vales de normalidade.

Todo mundo tem um “mundo” particular…

Onde se passa várias histórias,

De importância e emoção,

Às vezes até contraditórias,

Mas que depois de tudo…

Fortalecem o coração.

Todo mundo tem um “mundo” particular,

De tempestade e calmaria,

De tristeza e alegria,

E as aparências podem enganar,

Com um comportamento “supostamente” estranho,

Você pode a sanidade duvidar.

Ridículo. É o que eu sinto quando as pessoas esperam de mim um determinado tipo de comportamento, mas acabam se frustrando no final por que suas “expectativas” não foram atendidas. Pode uma pessoa ser apenas no singular? Pode uma pessoa ser apenas no plural? Somos mistura e batida de música…então a resposta é claro que não. Resumir o outro a sua percepção de mundo, dentro de uma lógica linear (e às vezes parcial, limitada…talvez burra), é descaracterizá-lo (a)… é desfazê-lo (a)… e até destruí-lo (a) de sua identidade. Ser no singular e no plural é ser livre da forma e do caminho, é sentir o êxtase da poesia da vida oxigenar o dia… é transpor o tradicional, o estático e o comportamento esperado.

O diferente. O estranho. O que incomoda.

Todo mundo tem um “mundinho” particular,

E é assim que muitos pensam,

De forma depreciativa professam,

E em certa medida, desprezam,

Aquele valor,

Que todo humano tem,

E que se torna amor.

É como se eu tivesse que me enquadrar, como uma forma de bolo: ali me dão limites e esperam que eu cresça até certo ponto. Não faz sentido! A inspiração vem de cada momento que me permito viver com mais autenticidade…A inspiração vem de cada “sim” e de cada “não”… A inspiração de me deixar levar por aquilo em que acredito. E se você me perguntar:  a inspiração é tão importante assim? Claro! A inspiração corrói de felicidade por saber que tudo é experiência e que no fundo de tudo, nada é perdido ou fútil.

Que na vida, ridículo mesmo possa ser as trocas de carinho e as demonstrações espontâneas de amor verdadeiro.

Paz e bem.

Por Ricardo Verçoza – Professor, escritor e mestrando em Indústrias Criativas.

@CapitaoCoragem

Um pensamento sobre “Todo mundo tem um “mundinho” particular!

  1. E se você me perguntar: a inspiração é tão importante assim? Claro! A inspiração corrói de felicidade por saber que tudo é experiência e que no fundo de tudo, nada é perdido ou fútil.

    Que na vida, ridículo mesmo possa ser as trocas de carinho e as demonstrações espontâneas de amor verdadeiro.

    AMEI …❤

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