O mundo do cinema: superação e empoderamento no filme “O sorriso de Mona Lisa”

Regras. Tradição. Papéis definidos.

Uma boa convivência requer que tenhamos a concepção destes três aspectos, e o desenvolvimento em sociedade faz com que possamos transmitir para gerações futuras uma dimensão na medida correta das regras, das tradições e do papel que cada um pode e deve ter. No entanto, quando envolvidos em exageros e permeados pela rigidez cega, tudo isso pode deixar a vida sem cor e sem graça, engessando a criatividade e a liberdade.

Pois bem, o filme “O sorriso de Mona Lisa”, dirigido por Mike Newell, traz um contexto de uma escola, exclusiva para mulheres, onde era ensinado como ser, basicamente, uma boa esposa para cuidar da casa e dos filhos –  através da obediência as regras e as tradições, bem como a ideia de que toda mulher tinha um papel definido. Em meio a tudo isso, a professora de história da arte, Katherine Watson (Julia Roberts) tem a tarefa de ensinar mulheres que acreditavam que nada poderia ser analisado, e que os padrões já definidos não podiam ser questionados – uma característica forte da década de 1950. Mas a missão de Katherine é um verdadeiro desafio.

Com um pensamento aberto, sem tanto apego as tradições e a concepção de que a mulher não nasceu somente para ser uma boa esposa e mãe, Katherine busca provocar a capacidade de análise de suas alunas, primeiramente para a arte – e a forma como elas entendiam como arte-, e depois para a vida – e a consequente lógica de que a mulher deveria buscar o casamente apenas.

Conflitos, doses de romance, quebra de paradigmas e empoderamento feminino. Tudo isso você vai encontrar no filme, que ainda conta com as participações de Kirsten Dunst (de “Maria Antonieta” e “Homem-Aranha”) no papel de Betty Warren, Julia Styles (de “10 coisas que eu odeio em você” e “Jason Bourne”) no papel de Joan Brandwyn, e Maggie Gyllenhaal (de “Batman o cavaleiro das trevas”) no papel de Giselle Levy. A narrativa em alguns momentos é morna, deixando uma sensação de que poderia ter sido melhor explorada – o que eu concordo. Mas não permita que essa questão se sobreponha a problemática proposta pelo filme, que na minha humilde opinião, faz referência a que tipo de papel a mulher de hoje quer assumir, não se limitando ao papel que a sociedade quer que ela assuma.  Empoderamento é essencial para encontrar a felicidade!

Filme: O sorriso de Mona Lisa

Ano: 2003

Tempo estimado: 1h59min.

O filme está disponível no Youtube (mas está com baixa resolução) e também na Netflix.

Paz e bem.

Por Ricardo Verçoza – Professor, escritor e mestrando em Indústrias Criativas.

@CapitaoCoragem

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