Vamos falar sobre assumir a responsabilidade pelo erro?

Errar é uma das poucas certezas que temos em nossa vida… daquelas que a gente não acredita que ela vai aparecer, muito menos nos colocar numa situação constrangedora, mas precisamos saber lidar com isso quando acontecer. Durante o processo de amadurecimento, é natural, e até normal, passarmos por algumas situações onde o erro se fará presente, e isso tende a te fazer mais forte. Essas mesmas situações são formas que nós temos para poder aprender e, assim eu acredito, não repetir o erro. Santa sabedoria de todo dia!

Por exemplo: você está fazendo uma receita fantástica vista no Youtube, mas por algum motivo não realiza uma das etapas por conta do horário curto e das visitas que estão prestes a chegar. Resultado? A receita não fica do jeito que você pensou. Pois é… isso aconteceu comigo. Aprendi algo? Ah…com certeza! Etapas fazem parte de um contexto maior que proporciona uma relação exata (ou quase) entre expectativa e realidade.

O que está acontecendo, e de certa forma me incomoda, é a naturalização do erro, ou seja, entender que errar é normal (até aí tudo bem), que sempre pode acontecer (mesmo você sendo azarado) – e que não é preciso assumir a responsabilidade plena sobre isso (opa! Ai temos algum equívoco!). O problema em si é falta de compreensão sobre a responsabilidade pelo erro e o comportamento de, às vezes, minimizá-lo.

E isso acontece? Sim, e deixe-me exemplificar com uma situação. Em uma das minhas aventuras como ciclista, estava a andar por uma ciclovia de Olinda quando avisto dois meninos andando de skate bem no meio – local visivelmente inapropriado para a prática. Pressentindo que algo de ruim poderia acontecer, já deixei a mão preparada para frear e evitar possíveis transtornos. Sabe aquele filme Premonição (1…2…3…)? Uma pessoa tem uma visão de uma tragédia, mas antes que tudo acontecesse, retirava todos os amigos e/ou conhecidos daquele lugar. Pois bem… foi mais ou menos aquilo retratado no filme – Pausa – Drama – não é para tanto, eu sei. Chegando mais próximo dos meninos, o skate de um deles escapa dos pés e vem em minha direção. Rapidamente, como se quisesse driblar a morte (do filme), ou melhor, com o objetivo de desviar do skate… apertei os freios. O menino, todo errado, fala com uma voz fraca: “foi mal”. Eu, sem esboçar nenhuma reação de violência ou indignação (mas de irritação quieta), tirei a bicicleta da frente dos meninos e segui o meu caminho.

Bem… você pode pensar: “sim, e o depois? A história termina assim?” Para os meninos sim; para mim, não. Seguindo meu caminho, comecei a me questionar: por que é tão difícil, quando erramos, usar a expressão “me desculpe”? Por que buscamos uma forma de minimizar ou diminuir o erro? Na sociedade de hoje este tipo de comportamento está ficando frequente. Você pode questionar: “Mas Ricardo, ‘foi mal’ é a mesma coisa que ‘me desculpe’. E na minha humilde opinião, eu vou dizer: É claro que não! “Foi mal”, substituindo a expressão “Me desculpe”, é uma forma descarada de diminuir aquilo que foi feito… de acreditar que foi algo bobo ou sem sentido…ou ainda, que foi algo sem intenção.

Sério?! Quem erra não tem a intenção de errar, ou não é verdade? Claro…em certas situações a pessoa de tanto procurar, acha.

Então…porque fugir da responsabilidade?!

Porque não ser transparente, aceitar o fato e realmente pedir desculpas?

Vou ser sincero – e peço desculpas pela maneira como eu vou escrever-, mas não tenho como ser suave diante desta realidade: “foi mal” é o caralho! Quando você se deparar com o erro, assuma a sua responsabilidade… amadureça… se desculpe… e dê um jeito para que essa situação nunca mais ser repita. As palavras têm significados, e significados constroem realidades, mudam relações e criam feridas ou grandes histórias. Pense nisso!

Por Ricardo Verçoza

@CapitaoCoragem

Um pensamento sobre “Vamos falar sobre assumir a responsabilidade pelo erro?

  1. BOA TARDE: NÃO SABEMOS O DIA DE AMANHÃ EU ANTES DE AGIR EU REFLITOR E ME PONHO NO LUGAR DO OUTRO OU SIMPLESMENTE PARO E SENTO NO BANCO DA PRAÇA SER FOR NA ORLA DE OLINDA EU OLHO O MAR SE FOR RECIFE EU PARO SENTO POR ALGUNS MINUTOS EM SILÊNCIO REFLITO.

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